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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Reconstrução de Rio do Sul após enchente

No auge da enchente, em setembro, o prefeito de Rio do Sul, Milton Hobus, impôs uma meta: Reconstruir a cidade da catástrofe em 30 dias. Aos 53 anos de vida, ele viveu um de seus maiores desafios, reconstruir uma cidade pela qual teve 70% de seu território embaixo d’água. Hobus nasceu em Rio do Sul, vivenciou as enchentes de 1983 e 1984, quando a casa dele foi tomada pela água. Em novembro, novamente. Perdeu tudo que tinha em casa, além de uma de suas fábricas. A família ficou ilhada no apartamento da filha, no Centro, e mesmo assim, ele passou os últimos dias ajudando a comunidade e tomando decisões, como a que determinou o toque de recolher, para evitar saques ao comércio e manter a ordem na cidade.

Sem dúvidas foram momentos difíceis, e na medida em que a água ia baixando, o cenário da cidade ia cada vez mais se parecendo ao de uma guerra. Muitas pessoas não acreditavam que o Rio Itajaí-Açu iria ultrapassar os 10 metros. Desde 1983 e 1984, a cidade não tinha tido enchentes nestes níveis.  Há inúmeros relatos de pessoas que abandonaram suas casas, e levaram apenas a roupa do corpo.


Djuan Daniel Dubiela, 24 anos, é um morador que mora muito próximo ao Rio, e relata que mesmo com essa proximidade, ele e sua família eram um dos muitos que não acreditavam que a água chegaria tão alto. “Quando estava voltando do trabalho e indo para casa, vi que a água já estava entrando na rua, deu tempo de eu recolher algumas roupas, colocar no sótão e sair correndo.”


Circular pelas ruas de Rio do Sul é arremessar a memória num turbilhão de flashbacks. Em cada esquina, em cada casa, em cada rosto, uma lembrança da enchente que deixou 2 mil pessoas desabrigadas e 10 mil desalojadas. Na cidade pousavam helicópteros, barcos atracavam, e pessoas dormiam em abrigos, é como uma cicatriz que esta apenas começando a se cicatrizar. 

Localização da casa de Djuan Daniel

“Mesmo que ja tenha passado quase 3 meses, na minha rua há casas que ainda não foram abertas após a enchente, os moradores abandonaram completamente e ainda há muita lama no local. Já na minha situação, logo quando a água foi baixando, já começamos a limpeza, e apesar de a casa estar totalmente limpa, ainda falta repor muitas coisas, mas estamos indo com muita calma e planejando tudo, para que quem saiba na próxima, a perda não se torne tão grande”.  Relata Djuan.

“Logo quando a água abaixa a primeira visão ao entrar em casa é de muita lama!”

O prejuízo, segundo a prefeitura de Rio do Sul, chega a R$ 400 milhões. No levantamento feito pelo governo estadual, a cidade teve uma perda de R$ 64, 3 milhões apenas em infraestrutura.


O governador Raimundo Colombo esteve em Rio do Sul para destinar recursos do Estado em convênios com o município, no valor de R$ 3,2 milhões, no esforço de reconstrução da cidade. Na ocasião, Colombo afirmou que é dever do Estado atender ao chamado para reconstruir as cidades atingidas pelas chuvas.


Quem passa pelos três terrenos pelo qual todo o lixo da cidade foi depositado já tem uma surpresa. Os montes de entulho sumiram. Foram 13 dias de trabalho intenso para retirada de todo o lixo. Eram montanhas de peso, 18 mil toneladas. Por dia mais de 20 caminhões levavam todo o entulho até a pedreira desativada em Ibirama (SC).

Curioso em meio aos entulhos a procura de algo que possa reaproveitar

Hoje quem chega em Rio do Sul já não percebe que a cidade decretou estado de calamidade publica, toda a população desde o inicio uniram forças e juntas conseguiram fazer  um cenário de guerra voltar ao que era antes, uma cidade limpa, bem estruturada e florida.


Catedral de Rio do Sul, Centro


Caroline Beber

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Caixa altera calendário de letras para saque do FGTS em Rio do Sul

A Caixa Econômica Federal iniciou, no dia 3 de novembro, o atendimento para liberação do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos trabalhadores da cidade de Rio do Sul (SC), em decorrência das chuvas. O município decretou estado de calamidade pública e por isso o trabalhador poderá sacar o valor integral de suas contas de FGTS. A central de atendimento foi montada no Centro de Eventos Hermann Purnhagen e está com o funcionamento de segunda a sábado, das 9h ás 18h. O cronograma de letras sofreu mudanças, desde o dia 17 de novembro. Cada uma das letras estipuladas ganhou dois dias para atendimento, ou seja, moradores com nomes cujas iniciais comecem com a letra R, antes prevista para ser atendida apenas dia 16 de novembro, agora passarão a ser atendidos dias 16 e 17 de novembro. 

 Enchente em Rio do Sul - 09/09/2011

As centrais contam com a ajuda de funcionários da CAIXA de diversos estados brasileiros que em conjunto com os servidores locais do banco, prestam informações e procedem a liberação do FGTS. A liberação dos recursos será de acordo com a letra inicial do nome do trabalhador. O cronograma que seguia até o dia 24 de novembro, agora foi prolongado até o dia 26. Após esta data não será possível encaminhar o saque do FGTS.

Segue abaixo os documentos necessários para requisitar o saque. É obrigatória a apresentação original e de uma fotocópia dos seguintes itens:

- Carteira de Identidade
- CPF
- Cartão do PIS ou Cartão Cidadão
- Carteira de Trabalho
- Comprovante de endereço – Em nome do trabalhador


Novo Calendário - Dia/Letra
14/11 - C 
16/11 - R
17/11 - R 
18/11 - S 
19/11 - S 
21/11 - J
22/11 - J 
23/11 - M
24/11 - M 
25/11 - A
26/11 – A


Caroline Beber