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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Canteiro de obras: a reurbanização de Balneário Camboriú

Nova iluminação, chuveiros e ciclovias. Rede de canalização de água, faixas elevadas para valorização de pedestres e um sistema subterrâneo de fornecimento de energia elétrica. Estas são algumas das mudanças que estão sendo implantadas em Balneário Camboriú a fim de revitalizar diversos pontos da cidade e proporcionar maior conforto e comodidade para moradores e turistas.

Para fazer frente às demandas atuais do crescimento populacional e do turismo, a prefeitura balneo-camboriuense está investindo em infraestrutura urbana e desenvolvendo uma completa reengenharia na cidade. De acordo com o Secretário de Obras, Valmir Pereira, a revitalização do Calçadão da Central irá substituir a rede elétrica aérea por um sistema subterrâneo de fornecimento de energia, transformando a área em um centro de vivência seguro e de alta qualidade.


Calçadão da Central

A Avenida Atlântica, na orla da Praia Central, também está sob intensa transformação. Uma rede de canalização de água para minimizar alagamentos causados pelas chuvas é implantada na via. Segundo o Secretário, a galeria vai acabar com o antigo problema de esgoto pluvial desaguando diretamente na praia. “Embora seja somente água da chuva, deixa mau cheiro e torna o mar impróprio para banhos”, afirma Valmir.

Avenida Atlântica

O novo mobiliário urbano da Avenida Atlântica, composto por iluminação, lava-pés e chuveiros para a praia, além de segurança, oferecerá conforto aos banhistas - questão essencial para uma cidade que exerce a atividade turística em tamanha escala. Balneário Camboriú, segundo o Censo 2010, possui 107 mil habitantes. Sua população flutuante, entretanto, pode atingir até mesmo um milhão de pessoas durante a alta temporada. Para o arquiteto Vinícius Lange, apesar do incômodo gerado pelas obras, a intervenção do poder público na paisagem urbana em Balneário Camboriú está sanando deficiências urbanas. “Por ser polo indutor de turismo e endereço de milhares de visitantes a cada ano, todo investimento feito na cidade certamente é bem vindo e aproveitado”.



A reengenharia no trânsito da Terceira e Quarta Avenidas modificou o fluxo das vias - que agora possuem sentido único - buscando maior mobilidade urbana e de tráfego para os automóveis. A implementação de ciclovias ao longo de ambas as avenidas também proporciona segurança aos ciclistas, que não necessitam mais disputar espaço com os carros para se locomoverem. O arquiteto, entretanto, acredita que para haver melhora considerável no fluxo de veículos, o poder público deveria investir forte em um sistema de transporte qualificado que pudesse integrar diferentes modalidades como ônibus, bondes elétricos e bicicletas. “Esses sistemas não são novidades no mundo e poderiam muito bem ser implantados em nossa cidade”.

Vinícius Lange também felicita a valorização que tem sido dada, principalmente, ao pedestre. As travessias elevadas - aplicadas em diversos pontos da cidade – permitem que os transeuntes se locomovam de um lado para o outro da via no mesmo patamar das calçadas e com maior segurança.


Travessia Elevada

Conforto ou transtorno?

Tantas obras, porém, têm causado transtorno e confusão. Engarrafamentos, mudanças no fluxo do tráfego e stress no trânsito são situações diárias enfrentadas pelos moradores da cidade. A universitária Morgana Adada, 19, que vive em Balneário Camboriú, aprova as obras de revitalização urbana e acredita que quando concluídas, trarão benefícios e conforto aos balneo-camboriuenses e turistas. Afirma porém, que até o momento só têm gerado desordem e transtorno. “As soluções adotadas foram boas, mas cada medida deveria ser feita separadamente. Dessa maneira, acredito que não ocorreriam engarrafamentos com tamanha intensidade no trânsito da cidade”.

Estando a vésperas do verão, muitos moradores duvidam do término das obras até o início da temporada. Morgana acredita que as ações até podem ser finalizadas, porém não de acordo com o projeto inicial. Já para o arquiteto Vinícius Lange não há dúvidas, por se tratar de uma época muito próxima ao início da temporada as obras certamente não serão concluídas. Qual é a sua opinião?


Marina Baldissera